Tudo começou com a xilogravura, que nos possibilitou reproduzir os desenhos muito antes que a imprensa pudesse fazer o mesmo com a escrita. Em seguida, surgiu a litografia no século XIX, uma técnica de gravura executada sobre uma pedra, ( chamada pedra litográfica) ou sobre placa de metal, é um método de impressão dos desenhos. Ela surgiu há 200 anos e foi inventada por um jovem Austríaco Alois Senefelder, um dramaturgo que nasceu em 1771, em Praga. Ele objetivava economizar as folhas as quais reproduzia suas peças teatrais, e acidentalmente resolveu testar em uma pedra. O resultado foi tão satisfatório e de uma qualidade imprescindível, pois, o desenho altera-se facilmente de acordo com o manuseio do pincel, da mistura de cores e texturas, afetando sua luminosidade e transparência. Essa técnica foi copiada por muitos artistas da época como, Goya, Géricalt, Delacroix, entre outros.

Embora a obra de arte seja perfeita aos nossos olhos, ela sempre estará ausente, pois, o que é válido é somente no momento a qual a obra foi feita. Único de sua existência. A partir do momento em que uma obra é produzida, ela obterá um valor diferente do qual ela terá há nos próximos dez anos, conforme o tempo se passar, seu valor tenderá a baixar, não refiro-me somente à termos econômicos, mas principalmente à sua qualidade. As modificações ocorridas pelo tempo e seu estado físico. Autenticidade é desde a origem da obra, a tradição enraizada e o testemunho histórico. Segundo Walter Benjamim, autenticidade tem a ver com a perda da aura. A partir do momento em que uma obra é reproduzida ela perde sua aura, sua originalidade e passa a ser um sistema serial,
Antes, quando ainda não existia a reprodutibilidade técnica, nós tínhamos que nos deslocar para apreciar a obra de arte, ou até mesmo obtê-la. Agora, elas chegam até nós, afetando a tradição.

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